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Representatividade importa, afinal é através dela que nos reconhecemos e nos identificamos dentro da sociedade. Por isso, ter pessoas de destaque que sejam LGBTQIAPN+ é tão importante.

Não só para quem se identifica, mas também para que as outras pessoas compreendam e rompam com preconceitos que ainda possam ter. 

Afinal, como humanos, somos múltiplos, complexos e há pessoas que não possuem a heterossexualidade como orientação sexual, tampouco a cisgeneridade (cis) como identidade de gênero (forma como a pessoa identifica-se, independentemente do seu sexo biológico, seja como homem, mulher, ambos ou nenhum).

Então, venha com a gente saber mais sobre a sigla e o movimento, além encontrar obras e pessoas que falam e se identificam como LGBTQIAPN+.

Índice

A importância da sigla LGBTQIAPN+

A sigla é uma espécie de identificação para quem representa ou apoia um movimento que luta, através de diferentes frentes, sejam elas políticas ou por meio do entretenimento, pelo direito à liberdade de amar ou simplesmente de existir. 

Ela é uma forma das pessoas se encontrarem, identificarem-se e se reconhecerem. Muito mais do que apenas uma "sopa de letrinhas", a sigla pretende reunir as pessoas sob uma mesma bandeira.

Afinal, no nosso país, o movimento LGBTQIAPN+ precisa firmar-se constantemente frente a dados alarmantes. Um deles é o fato de que o Brasil é o lugar em que mais se mata transexuais no mundo há 15 anos, conforme o Trans Murder Monitoring

Outro dado é que, somente em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) enquadrou a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero na Lei de Racismo (Lei nº 7716/89).

Por isso, é tão importante respeitar e aceitar as diferenças, independente da opinião que você possa ter sobre o assunto.

Imagem de duas mulheres sentadas, abraçadas e uma delas com o controle de videogame na mão.

O que significa LGBTQIAPN+?

A sigla junta letras que se referem à orientação sexual, ou seja, o desejo físico e afetivo que as pessoas sentem umas pelas outras:

  • L: representa as lésbicas, mulheres cis ou trans que se sentem atraídas por outras mulheres cis ou trans;
  • G: refere-se aos gays, homens cis ou trans que se sentem atraídos por outros homens cis ou trans;
  • B: representa bissexuais, pessoas que se sentem atraídas por dois gêneros, masculino e feminino, sejam cis ou trans;
  • T: refere-se à identidade de gênero, transgêneros, transexuais e travestis. Pessoas trans têm o gênero diferente daquele que lhe foi designado ao nascer. Já travestis “podem possuir uma identidade de gênero feminina ou mais ampla, uma vez que o termo pode também se referir a um gênero que foge do binarismo homem-mulher”, conforme BuzzFeed Brasil;
  • Q: significa Queer, pessoas que não se enquadram em qualquer norma de gênero imposta pela sociedade. Isto é, “se uma pessoa não se considera hétero e/ou cis, ou ainda se entende pertencente a um gênero que foge da binariedade homem/mulher, ela pode se identificar como queer”, de acordo com BuzzFeed Brasil;
  • I: representa as pessoas intersexuais, que nascem com genitálias que não se encaixam nas categorias biológicas típicas do sexo feminino ou masculino;
  • A: acolhe os assexuais; são as pessoas que não têm (parcial ou total) atração sexual por outras pessoas, mas podem desenvolver relações afetivas;
  • P: significa pansexual, uma pessoa que sente atração afetiva ou sexual por outras pessoas, independentemente do gênero;
  • N: significa não-binárie, que são as pessoas que podem não se identificar nos gêneros feminino e masculino, transitar entre eles ou até se identificar nos dois ao mesmo tempo;
  • +: se refere a todas as sexualidades e identidades de gênero que estão por aí. 

Identidade de gênero e orientação sexual estão aí desde que o mundo é mundo, mas agora possuem mais espaço para serem reconhecidas e aceitadas.

Um pouco de história

Para dar a dimensão e importância do movimento representado pela sigla, você pode conhecer alguns marcos importantes da luta pelos direitos LGBTQIAPN+. Desde a Revolta de Stonewall até o reconhecimento de casamento e obtenção de alguns direitos que héteros já possuem, saiba quais foram os principais acontecimentos do movimento:

  • O reconhecimento e conquista de alguns direitos é bem recente, e podemos considerar que um dos principais estopim tenha sido a Revolta de Stonewall, que acontece em Nova York em junho de 1969.

    o Stonewall Inn era um dos vários bares gay da cidade, que sempre recebia batidas policiais, que humilhavam, agrediam e prendiam clientes e trabalhadores.

    Porém, em junho de 1969, os clientes entraram em conflito com a polícia. Uma menção especial para Marsha P. Johnson, ativista transgênero negra, que se tornou a cara do movimento.

    A revolta se estendeu por vários dias e resultou no início de protestos e marchas pelo respeito à população homossexual.

    É por isso que junho se tornou o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+.

  • Em 1981 surgiram os primeiros casos registrados de HIV, e como a maioria dos pacientes eram homens e gays, erroneamente associaram isso como se fosse uma doença exclusiva da comunidade.

    Porém, somente quando os primeiros casos de pessoas hemofílicos, ou seja, que precisavam de transfusão de sangue, foi que perceberam que a transmissão não era exclusiva entre homens gays. E quando mulheres, crianças e héteros foram contaminados, foi percebida que o HIV poderia contaminar qualquer pessoa.

    • Em 1986, o Ministério da Saúde do Brasil cria o Programa Nacional de DST e Aids;
    • Em 1991, o Ministério da Saúde inicia a distribuição gratuita de antirretrovirais;
    • Em 1996, é aprovada uma lei que determina a distribuição gratuita do coquetel de medicamentos aos portadores de HIV.
  • Somente em maio de 1990 que a OMS (Organização Mundial da Saúde) retirou o “homossexualismo” da lista do que eram consideradas doenças mentais. Por isso, homossexuais deixaram de ser submetidos a tratamentos de “cura” e o termo correto se tornou homossexualidade.

    Aliás, foi por isso também que o dia 17 de maio passou a ser o Dia Internacional Contra a Homofobia.

    No Brasil, o Conselho Federal de Medicina deixou de considerar como doença em 1985, cinco anos antes da OMS.

  • O Conselho Nacional de Justiça finalmente legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo, assim os cartórios não podem mais se recusar a realizar essas uniões.

  • O SUS (Sistema Único de Saúde) permite, desde 2013, que as pessoas possam solicitar o processo de transição com acompanhamento tanto de tratamento hormonal, psicológico e cirúrgico. Pessoas trans e travestis contam com um atendimento multiprofissional durante todo o processo.

    Importante salientar que somente pessoas acima de 21 anos podem fazer a cirurgia de de modificação corporal e genital.

  • O nome social agora é um direito assegurado por lei, ou seja, pessoas que não se identificam com o gênero e nome que foram dados no nascimento podem solicitar a mudança sem precisarem mais entrar com um processo na Justiça.

    A mudança, que beneficia principalmente pessoas trans e travestis, é uma forma de respeitar o nome e o desejo de como essas pessoas querem ser chamadas.

  • Ao considerar discriminatória e inconstitucional as regras determinadas pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pelo Ministério da Saúde, que proibiam a doação de sangue para homens que tivessem relações sexuais com outros homens nos últimos 12 meses. Agora, assim como todas as outras pessoas, eles podem doar sangue.

Precisamos falar sobre a Letra G de Gay 🏳️‍🌈 Especial LGBTQIA+

#LGBTQIA+

A importância da diversidade

O ser humano precisa de formas para se expressar, seja no teatro, música, literatura, cinema, pintura, esporte, porque são através dessas lentes que nós refletimos a sociedade e também quem somos.

Isso faz com que as pessoas se identifiquem e inspirem umas às outras. E para você se identificar e perceber como é importante temos mais diversidade no dia a dia, separamos algumas dicas de conteúdos feitos por pessoas LGBTQIAPN+ para você aproveitar.

Parada do Orgulho LGBT no Brasil: mais um lugar para ser você

A maior Parada do Orgulho LGBT do mundo acontece na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo. Todo ano, milhões de pessoas veem para a cidade participar do evento.

Aliás, um detalhe bem interessante é que a Parada não é feita por poucas pessoas, porque entidades, organizações, coletivos, ativistas e organizadores se reúnem para definir os principais pontos e eventos que farão parte a cada ano.

Isso permite um evento mais plural e diverso, é claro.

Aliás, para acompanhar você durante a Parada e também no resto do ano, que tal usar o plano Vivo Easy? Nele, você consegue montar o seu plano e deixá-lo com a sua cara, ou seja, você define quanto vai ter de gigas de internet, SMS ou ligações.

Demais, né? O Easy é um plano que respeita o seu jeito.

Imagem de duas mãos dadas, juntas formando um coração pintado com uma bandeira de arco-íris.

A comunidade LGBTQIAPN+ ainda tem muita coisa a conquistar, e você pode fazer a sua parte nessa jornada, além de ajudar a combater o preconceito e ódio às pessoas LGBTQIAPN+.

Então, lute junto!

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